Homicídios femininos nas capitais
Nas
capitais dos estados, os níveis de homicídios de mulheres são
ainda mais elevados do que no restante do país. Se a taxa média dos
estados no ano de 2010 foi de 4,4 homicídios a cada 100 mil
mulheres, a taxa das capitais foi de 5,1. Destacam-se aqui, pelas
elevadas taxas, Vitória, João Pessoa, Maceió e Curitiba, com
níveis acima dos 10 homicídios em 100 mil mulheres.
Taxas de homicídio feminino (em 100
mil mulheres) por UF. Brasil. 2010.
|
UF |
Nº |
Taxa |
|
Vitória, ES |
23 |
13,2 |
|
João Pessoa |
48 |
12,4 |
|
Maceió |
59 |
11,9 |
|
Curitiba |
95 |
10,4 |
No Brasil, no ano de 2009, a taxa de
homicídios foi de 4,4 a cada 100 mil mulheres ocupando a 7ª
posição mundial.
No
sexto ano de vigência da lei 11.340/06, conhecida como Lei Maria da
Penha, o governo federal e o sistema de justiça do país uniram
esforços para aprofundar o enfrentamento da violência contra a
mulher. Neste 7 de Agosto de 2012 deverá ser lançado em Brasília,
sob a coordenação da Secretaria de Políticas para as Mulheres da
Presidência da República (SPM-PR), um Compromisso Nacional visando
combater a tolerância e impunidade existente, diante do preocupante
crescimento desse tipo de crime. Como declara a ministra Eleonora
Menicucci, da SPM-PR “A Lei Maria da Penha é resultado do
compromisso do Estado brasileiro para a prevenção da violência e
punição dos agressores. É necessário frear o aumento dos casos e
a crueldade com que eles acontecem. É inaceitável que as mulheres
morram ou sejam vítimas de agressões em qualquer etapa de suas
vidas”.
No
intuito de colaborar com esse compromisso, o Centro Brasileiro de
Estudos Latino-Americanos (CEBELA) e a Faculdade Latino-Americana de
Ciências Sociais (FLACSO) estão divulgando uma atualização do
Mapa da Violência 2012: Homicídio de Mulheres no Brasil, de autoria
de Julio Jacobo Waiselfisz, publicado no início de maio de 2012,
quando a elaboração do estudo, os dados disponibilizados pelo
Ministério da Saúde tinham um caráter preliminar, sujeito a
alterações.
Recentemente,
o Ministério da Saúde atualizou as duas fontes utilizadas no mapa:
seu Sistema de Informações de Mortalidade, com a liberação dos
dados finais de 2010. O registro total de homicídios passou de
49.992 para 52.260, com alterações significativas em poucas UFs,
como foi o caso de Rio de Janeiro. Também os homicídios femininos
sofreram alteração: passaram de 4.297 na versão preliminar para
4.465, também impactando em poucas áreas do país.
Maior
mudança houve no cômputo dos atendimentos do SINAN, sistema do
Ministério da Saúde de notificação compulsória de violências.
Nos dados preliminares utilizados no primeiro estudo, o SINAN tinha
registrado 42.916 atendimentos de mulheres vítimas de violência. Já
a última atualização assinala 70.285 casos, com alterações
significativas para diversas Unidades da Federação.
Como o
Mapa está sendo utilizado por diversas instituições para a
mobilização da sociedade e para a articulação de políticas de
enfrentamento da violência contra a mulher, julgamos necessário
atualizar o estudo para poder fornecer um panorama mais acurado da
situação.
Elisenda Maria
Fontes
SIM/SVS/MS
Fonte FLACSO Brasil
Área de Estudos sobre a Violência
Coordenação: Julio Jacobo Waiselfisz
/ j.jacobo@flacso.org.br
Assistente: Cristiane Ribeiro /
cristianeribeiro@flacso.org.br
Contato imprensa: +55 (21) 8424-1573
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