Historicamente,
os movimentos sociais são marcados por confrontos de uma minoria
racial, classes sociais e/ou gênero discriminados e privados dos
seus direitos. Muitos desses movimentos são apresentados abaixo e
discutidos por diversos autores que estudam o tema:
1)O
Movimento Feminista, que no contexto brasileiro, como exposto por
Rangel (2011), foi marcado pelo lançamento das mulheres à posição
de editoras e redatoras de seus próprios órgãos de imprensa,
demonstrando ousadia e enfrentamento às injustiças sociais; e a
luta contra a violência de gênero mais especificamente na cidade de
Vitória-ES, exposta por Nader (2009), onde as mulheres capixabas,
para conquistarem sua independência, trabalhavam até 15 horas
diárias, não ocupavam trabalhos intelectuais, ganhavam menores
salários que seus companheiros.
2)
O Movimento das Mulheres Negras, exposto por Carneiro (2002), que vem
promovendo, dentre outros: o reconhecimento do racismo e da
discriminação racial como fatores de produção e reprodução das
desigualdades sociais experimentadas pelas mulheres do Brasil; o
reconhecimento da dimensão racial que a pobreza tem no Brasil; o
reconhecimento da necessidade de políticas específicas para
mulheres negras para equalização das oportunidades sociais.
3)O
Movimento das Mulheres Indígenas e as conquistas nas discussões em
relação a: defesa de seus territórios; denúncias das formas de
opressão e exclusão social dos povos indígenas; defesa do meio
ambiente e patrimônio indígena; a condição dos indígenas que
vivem em centros urbanos.
4)O
Movimento de Trabalhadoras Urbanas e o surgimento do movimento
operário formado pelas mulheres para reivindicar postos de trabalho
equivalentes aos seus companheiros do sexo masculino.
5)O
Movimento de Trabalhadoras Rurais e o surgimento de movimentos de
imigrantes femininas que reivindicavam seus direitos, melhores
condições de trabalho e acesso aos meios de produção, com intuito
de combater à exploração exercida pelos fazendeiros rurais.
6)O
Movimento de Mulheres Lésbicas, exposto por Beleli (2008), onde a
autora apresenta a deturpação da vida de casais homossexuais pelas
novelas brasileiras, dando a ideia de que a família que constituem
não possui problemas como uma família comum, pois não frequentam
clubes GLS e parecem sempre terminar com um par romântico sempre
felizes.
7)O
Movimento de Mulheres Jovens, exposto por Sanches (2003), e os
padrões de beleza que mutilam e massacram as mulheres de hoje, como
cirurgias plásticas, dietas absurdas, exercícios físicos
extenuantes, e todos os tipos de creme e tratamento para beleza. Ao
mesmo tempo que elas precisam apresentar esses padrões que são
exigidos por uma sociedade predominantemente machista, devem também
exercer as funções de mãe, esposa e dona de casa.
Muitos
analistas sociais acreditam que grandes mudanças ocorridas durante a
segunda metade do século XX foram consequências dos movimentos
feministas ocorridos, como a luta contra a escravidão e a luta pelo
direito ao voto. Tais movimentos foram importantes no questionamento
de questões vistas, até então, como normais – a divisão sexual
do trabalho; diferenças de salários entre homens e mulheres;
divisão sexual na esfera política; e abusos em desfavor ao direito
das mulheres.
A
partir da consciência coletiva surgem os movimentos em prol dos
direitos sociais dos cidadãos. As mulheres, em suas “batalhas”
por maior liberdade de expressão e igualdade social, vêm ganhando
maior legitimação em seus movimentos no cenário nacional e
mundial.
REFERÊNCIAS:
RANGEL,
Lívia de Azevedo Silveira. O Feminismo no Brasil. 2011.
268f. p. 153-189. Dissertação (Dissertação de Mestrado em
História) - Programa de Pós-Graduação em História Social das
Relações Políticas, Centro de Ciências Humanas e Naturais,
Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2011.
NADER,
Maria beatriz. Movimento feminista e afirmação da cidadania: a
luta conta a violência de gênero. In: II Congresso
Internacional UFES/Université de Paris-Est e XVII Simpósio de
História da UFES: CIDADE, COTIDIANO E PODER. Anais..., de
16 a 19 de novembro de 2009.
CARNEIRO,
Sueli; SANTOS, Tereza. Mulheres em movimento - Mulher
negra. São Paulo, Conselho Estadual da Condição
Feminina/Nobel, 1985.
BELELI,
Iara. Eles[as] parecem normais”: visibilidade de gays e
lésbicas na mídia. In: seminário Das margens aos
centros: sexualidades, gêneros e direitos humanos,
realizado na Universidade Federal de Goiás. Anais..., de
25 e 27 de setembro de 2008.
SANCHES,
Paloma Pinheiro. Jovens, mulheres e feministas: experiências
múltiplas e identidades possíveis. Em Tempo de Histórias,
n°. 7, 2003.
Sérgio
Adriany

Nenhum comentário:
Postar um comentário